Nos dias de luto

“Por que não podemos estar tristes? Qual é o problema da tristeza, da morte?”

CONSCIÊNCIA POMPOARISMO

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O luto é usado para descrever o estado de espírito de quem perde alguém querido.

No Japão quem perde os pais não recebe felicitações de ano novo nem de feliz aniversário por 3 anos após o funeral.

Entende-se que quem perdeu um membro da família, deve ser deixado ao tempo, para que cure as feridas da perda e por isso não tentam “animá-lo” a sair de seu luto.

O luto é importante para a cicatrização emocional daquilo que lhe foi extirpado pelo destino. Por mais que se esteja preparado, se a pessoa lhe foi muito querida, a morte é sempre uma notícia fatídica e inexplicável.

No ocidente o luto, também, tem uma obsolescência programada.
No dia do funeral é o ápice. Pessoas que não via em vida, aparecem na hora da morte querido para prestar apoio e solidariedade à família e despedirem-se, com certa curiosidade. Depois disso, algumas pessoas se reaproximam, as…

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3 pensamentos sobre “Nos dias de luto

  1. Como escreveu Vinicius de Moraes no seu ‘Poema de Natal’:

    Para isso fomos feitos:
    Para lembrar e ser lembrados
    Para chorar e fazer chorar
    Para enterrar os nossos mortos –
    Por isso temos braços longos para os adeuses
    Mãos para colher o que foi dado
    Dedos para cavar a terra.

    Assim será a nossa vida:

    Uma tarde sempre a esquecer
    Uma estrela a se apagar na treva
    Um caminho entre dois túmulos –
    Por isso precisamos velar
    Falar baixo, pisar leve, ver
    A noite dormir em silêncio.

    Não há muito que dizer:

    Uma canção sobre um berço
    Um verso, talvez, de amor
    Uma prece por quem se vai –
    Mas que essa hora não esqueça
    E por ela os nossos corações
    Se deixem, graves e simples.

    Pois para isso fomos feitos:
    Para a esperança no milagre
    Para a participação da poesia
    Para ver a face da morte –
    De repente nunca mais esperaremos…
    Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
    Nascemos, imensamente.

    Poema de Natal de Vinicius de Moraes, 1946

    *

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